GOOGLE Não perca nossas próximas notícias

Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰

Em Memoriam: Irmã Audete Pereira Ramos (1918 – 2020)

Existem trajetórias que se confundem com a própria história da fé cristã em uma região. A vida da Irmã Audete Pereira Ramos foi uma dessas raras jornadas, marcada por uma dedicação centenária que atravessou gerações, consolidando-se como um pilar pioneiro da Assembleia de Deus em Belo Horizonte.

O Despertar e o Pioneirismo

Nascida em Sete Lagoas, no dia 17 de junho de 1918, Audete Pereira Ramos foi filha de Benjamim Pereira de Souza e Maria Ramos da Silveira. Sua caminhada com o Evangelho iniciou-se em 1934, um ano de profunda relevância para a denominação, quando a igreja em Belo Horizonte se consolidava sob a liderança do missionário Algot Svensson.

Testemunha ocular da história, a irmã Audete conviveu de perto com nomes que fundaram as bases da denominação em Minas Gerais, como o pioneiro Climaco Asa — fundador da igreja em 1927 — e, mais tarde, o Pastor Anselmo Silvestre, ao lado de quem trabalhou na obra do Senhor.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

Um Ministério Consagrado à Oração

Se o ministério da oração tem um nome que remete à destemor e ardor, este nome é o de Audete Pereira Ramos. Ela foi pioneira no Círculo de Oração na sede da Assembleia de Deus em Belo Horizonte. Sua devoção era tamanha que, na congregação do bairro Santo André, ela dirigiu o Círculo de Oração por mais de 50 anos, tornando-se uma referência de intercessão, piedade e dedicação. Audete não apenas orava; ela ensinava, com sua vida, que a oração é o alicerce onde repousam todas as outras obras de Deus.

O Legado de uma Matriarca

Além de seu impacto eclesiástico, Audete foi uma matriarca de uma linhagem abençoada. Ao lado de seu esposo, Paulo Moreira, construiu uma família numerosa e piedosa, sendo mãe de 12 filhos — dos quais oito permanecem como testemunhas de seu legado: Elias, Élcio, Evanir, Elza, Helenice, Helvécio, Eunice e Eli.

Sua influência espiritual cruzou fronteiras: é mãe do Pastor Elias Ramos, que serviu como missionário na Bolívia por 55 anos, e avó da missionária Deborah Moreira, esposa do Pastor Jesiel Padilha. A árvore genealógica que ela plantou hoje floresce em 20 netos, 25 bisnetos e 5 tataranetos, uma herança que continua a honrar o seu exemplo.