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Você já parou para pensar como seria viver a sua fé em segredo? Não estou falando de timidez, mas de ter que baixar o volume das orações dentro de casa, temer que um aplicativo de mensagem revele seus contatos ou saber que, a qualquer momento, alguém que você ama pode simplesmente "desaparecer" por causa da cruz.

Essa é a realidade diária de milhares de cristãos na China hoje. Em um país onde a tecnologia de monitoramento vigia cada passo e onde a fé é vista por muitos como uma ameaça à ordem, viver o Evangelho tornou-se um ato de coragem radical.

O vazio que a presença de Deus preenche

Conheci a história da Jinyi e ela não me sai da mente. O marido dela, um homem que dedicou os dias a liderar pessoas no caminho da fé, foi levado. Imagine o peso de acordar em uma casa silenciosa, sabendo que quem você ama está pagando o preço mais alto pela fé que vocês compartilham.

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A Jinyi passou pelo que muitos de nós temeríamos enfrentar: o isolamento, o medo, a incerteza do amanhã. Ela se viu sozinha em um deserto. Mas, no meio desse deserto, algo aconteceu. Ela descobriu que, quando todas as portas da sociedade se fecham, a única porta que permanece aberta — e que ninguém pode trancar — é a da presença de Deus.

O milagre que cresce no escuro

É curioso, não é? A gente tende a pensar que a perseguição acaba com a igreja. Mas, na China, acontece o oposto. Quanto mais o "mundo" tenta apagar o fogo, mais a igreja se espalha, como brasas sopradas pelo vento.

Eles não têm templos imponentes ou conforto. Eles têm, muitas vezes, apenas um ao outro e o desejo ardente de conhecer a Deus. Eles nos ensinam que a fé não depende de liberdade política para ser real. A fé deles é crua, é verdadeira e, sinceramente? É muito mais forte do que a nossa, muitas vezes acomodada aqui no ocidente.

Um pedido pessoal para você

Eu sei que, às vezes, estamos tão ocupados com os nossos desafios aqui no Brasil — o trabalho, as contas, a rotina — que esquecemos que somos parte de um corpo que sofre muito longe daqui.

A Jinyi e tantos outros irmãos chineses não precisam da nossa pena; eles precisam da nossa intercessão. Eles precisam saber que, enquanto o mundo tenta silenciá-los, existe uma família de fé ao redor do globo que se levanta para clamar por eles.

Quando você parar hoje para orar, lembre-se da Jinyi. Lembre-se das famílias que estão esperando por um retorno que pode nunca vir. Lembre-se de que a igreja é uma só, e que o sofrimento deles é, de certa forma, o nosso também.

Deixe um 🙏 aqui nos comentários. Não é apenas um emoji; é um sinal de que você está se unindo a mim hoje, aqui no Brasil, para pedir que Deus seja o sustento, a força e o consolo de cada um desses nossos irmãos que, mesmo nas sombras, continuam brilhando a luz de Cristo.

Uma pergunta para você: Além da oração, qual outro gesto de solidariedade você acredita que podemos ter com nossos irmãos que vivem sob perseguição hoje?

FONTE/CRÉDITOS: Portas Abertas