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Vitória, 26 de junho de 2026 — Não há como suavizar a realidade: a Nigéria está se tornando um matadouro a céu aberto para os cristãos, e o mundo está assistindo a isso com uma passividade criminosa. Em apenas sete dias, 31 pessoas foram sumariamente executadas em ataques coordenados. Não foram "incidentes" ou "disputas de terra". Foi uma limpeza deliberada. Quando homens armados entram em um hospital para caçar e matar um médico e seus pacientes, o que temos não é uma disputa territorial, é terrorismo puro e simples.

O Alvo é a Fé: Caçada Humana em Plateau e Kaduna

A precisão dos ataques em Kawel e Ungwan Magaji revela que os agressores sabiam exatamente onde estavam as lideranças cristãs. Eles não estavam apenas "passando por ali"; eles foram buscar o Reverendo Markus Nyam, eles foram buscar médicos e famílias inteiras. O fato de os agressores gritarem nomes de pessoas específicas antes de abrir fogo com fuzis AK-47 é a prova cabal de uma perseguição religiosa sistemática.

Crianças de 2, 4, 5 e 6 anos foram executadas. Mulheres grávidas foram alvo. A brutalidade de ver um catequista ser espancado, sequestrado e extorquido sob a ameaça de morte por ser um líder cristão é o retrato de um país que abandonou qualquer resquício de Estado de Direito para aqueles que professam a fé em Cristo.

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O Relato das Testemunhas e o Terror na Residência

Os líderes religiosos locais confirmam que a violência não poupa nem o luto. O Pastor Ishaya Wuy, da Igreja ECWA, relata o momento em que a comunidade foi surpreendida durante um velório: “Estávamos reunidos lamentando a perda de nossa avó quando os atacantes atacaram”, disse ele.

O horror atingiu níveis ainda mais pessoais com o catequista Ishaya Musa, da Igreja Católica de Santa Mônica, que teve sua residência invadida por quatro homens armados. “Eles me disseram que se eu resistisse, eles me matariam”, relatou Musa após ser arrastado para o mato, espancado com facões e mantido refém sob a exigência de um resgate de ₦10 milhões. O interrogatório dos algozes era claro: “Eles ficavam perguntando onde estava o dinheiro da igreja”. O ataque é, comprovadamente, uma ofensiva estratégica contra as instituições cristãs.

Ciclo de Morte: Um Corredor de Terror sem Fim

O corredor Chawai-Irigwe, na fronteira entre Kaduna e Plateau, tornou-se o epicentro de uma catástrofe ignorada. Líderes locais confirmam que centenas de moradores foram mortos no sul de Kaduna, enquanto organizações de direitos humanos contabilizam milhares de vidas perdidas na região de Irigwe desde 2016.

A geografia da região — comunidades agrícolas situadas em corredores florestais — tem sido usada como cenário para uma violência recorrente e impune. Durante o ataque de 16 de junho, fortes chuvas isolaram Ungwan Magaji, impedindo qualquer esforço de socorro e deixando os sobreviventes à própria sorte na escuridão. Enquanto famílias enterram seus mortos e tentam reconstruir casas destruídas, as agências de segurança permanecem em um silêncio absoluto, sem sequer divulgar informações sobre os incidentes. Líderes comunitários pedem desesperadamente por presença policial, mas o pedido ecoa no vazio.

O Governo é Cúmplice pelo Silêncio

As autoridades nigerianas escondem-se atrás da narrativa cômoda de "conflitos agropastoris". Enquanto o governo se omite, a única clínica de emergência da região de Kamaru opera com sucata, atendendo feridos de guerra sem o mínimo suporte estatal. Ignorar esse cenário é ser conivente com o extermínio. Não há prisões. Não há justiça. O silêncio das autoridades é a senha para o próximo massacre.

O Chamado ao Despertar

Não podemos nos dar ao luxo de ser apenas "espectadores". A Igreja na Nigéria está sendo dizimada enquanto o Ocidente discute diplomacia. As famílias não precisam apenas de condolências; precisam de proteção armada e de uma pressão diplomática que force o governo nigeriano a parar de tratar o extermínio de cristãos como um "problema de pastoreio". Se não levantarmos nossa voz agora, seremos responsáveis por validar a continuidade dessa atrocidade. O sangue desses irmãos clama por uma resposta que não pode mais ser adiada.

Acompanhe a cobertura sem censura da Igreja Perseguida e saiba como a nossa voz pode ser a última defesa destes irmãos em: www.roteirocristao.com.br.

FONTE/CRÉDITOS: persecution.org