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Quênia — A história de Mumangi Muthiani parece ter sido escrita no limite entre a vida e a morte, mas, para ele, é o testemunho vivo de um propósito maior. Após ser brutalmente espancado por extremistas muçulmanos somalis em uma emboscada na volta do trabalho, o cristão foi dado como morto. Sua foto, circulando nas redes sociais com a notícia de seu falecimento, chegou a levar familiares a receberem condolências enquanto ele ainda lutava pela vida em um leito de hospital.

O Alvo: Ser Cristão em Zona de Conflito

Muthiani vive em uma região sob constante sombra de terror, onde grupos extremistas como o al-Shabab operam com frequência. O relato de Muthiani expõe uma realidade sistemática: cristãos são frequentemente identificados e separados de outros grupos com o objetivo único de perseguição religiosa.

"As vítimas são escolhidas como alvo com base na religião. Cristãos são ameaçados de conversão ou morte, têm suas casas invadidas e suas propriedades destruídas. Muitas famílias vivem sob o medo constante do próximo ataque", relata.

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O Renascimento de Muthiani

O ataque deixou sequelas severas — um corte profundo no rosto, uma perna fraturada e dores intensas nas costas. No entanto, a fidelidade de Deus falou mais alto que a violência.

"Deus foi fiel a mim. Muitas pessoas pensaram que minha vida tinha acabado, mas Ele me preservou. Ele me deu outra chance quando tudo parecia perdido", testemunha. Com o apoio do International Christian Concern (ICC), Muthiani recebeu uma nova base de sustento — vacas e cabras — que permitirá que ele cuide da família mesmo diante das atuais limitações físicas impostas pelo trauma.

A Igreja que não se cala

O caso de Muthiani é um chamado à consciência da Igreja global. Em um mundo onde a liberdade de crença é atacada, a resiliência deste cristão nos desafia: ele decidiu não viver preso ao medo. "Não quero viver preso ao que aconteceu. Meu foco agora é me recuperar, reconstruir minha vida e cuidar da minha família."

FONTE/CRÉDITOS: Guiame