GOOGLE Não perca nossas próximas notícias

Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰

Às vezes, paro para pensar em como era o nosso domingo de infância. Havia um silêncio respeitoso, um tempo de pausa, de família, de se olhar nos olhos e de buscar a Deus. Hoje, sinto que esse tempo foi roubado. Jules Rimet, quando pensou no futebol, imaginou algo que unisse as pessoas através da alegria e da fraternidade. Mas, sejamos honestos: o que vemos hoje nas nossas ruas e dentro dos nossos lares está longe de ser essa união. O que era para ser um lazer tornou-se uma engrenagem de consumo que nos devora.

O altar que mudou de lugar

O esporte moderno foi capturado por algoritmos de apostas. Não é apenas sobre assistir a um jogo; é sobre a necessidade de estar conectado a uma tela, monitorando odds e resultados, na esperança de um lucro que quase nunca vem. O domingo foi sequestrado.

E, com muita dor no coração, preciso tocar em uma ferida que muitos preferem ignorar: a nossa liderança.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

Tem se tornado comum ver templos alterando horários de cultos, encurtando reuniões ou até mesmo fechando as portas em dias de "jogos decisivos". O argumento é a "relevância", o desejo de não atrapalhar a vida das pessoas. Mas, quando um líder ajusta o tempo de adoração à agenda da televisão ou ao pico de audiência das casas de apostas, ele não está sendo estrategista. Ele está, na prática, nos dizendo que a agenda do entretenimento é mais importante que o nosso encontro com o Criador.

Por que estamos trocando o sagrado pela sorte?

Essa inversão é perigosa porque ela mexe com a nossa esperança. As casas de apostas tornaram-se o novo "templo" da sorte. É ali, entre uma aposta e outra, que muitos têm depositado a expectativa de mudar de vida.

Enquanto a Igreja se dobra para acomodar esse calendário, vemos famílias se desfazendo, lares endividados e uma angústia silenciosa crescendo no peito de quem acreditou que o próximo palpite traria a felicidade.

  • A Troca do Altar pela Tela: Líderes que fazem essa concessão, por medo de perder público ou para parecerem "modernos", estão, na verdade, deixando o rebanho solto em um pasto que não alimenta.

  • A Desumanização: Quando transformamos nossa vida em apenas um número em um aplicativo de apostas, perdemos o que nos faz humanos: a nossa capacidade de viver com propósito, fora da dependência de um resultado esportivo.

LEIA TAMBÉM:

É hora de retomar o nosso lugar

Não quero demonizar o esporte — eu mesmo sei o valor de uma tarde de futebol com amigos. Mas não podemos confundir o lazer com o que é sagrado. A Igreja só cumpre seu papel quando é um refúgio da verdade, e não um eco do que o mundo dita.

Precisamos de uma liderança que não tenha medo de dizer: "O tempo de Deus é inegociável". Precisamos voltar a encontrar na presença do Pai a paz que nenhuma aposta, por maior que seja o prêmio, jamais conseguirá oferecer.

FONTE/CRÉDITOS: Roteiro Cristão