Existe algo curioso no ser humano: passamos a vida inteira tentando conquistar segurança. Buscamos uma boa saúde, uma família, amigos verdadeiros, estabilidade financeira, reconhecimento e independência. Construímos planos como se tivéssemos o controle absoluto sobre o amanhã.

Mas basta um acontecimento inesperado para percebermos o quanto somos frágeis.

A doença chega sem avisar. Pessoas que amamos partem. Projetos que pareciam sólidos desmoronam. Aquilo que julgávamos permanente revela sua verdadeira natureza: era apenas passageiro.

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Muitas vezes vivemos como se esta vida fosse tudo o que existe. Corremos atrás de coisas que podem desaparecer em um instante e deixamos de lado aquilo que realmente permanece.

Não há nada errado em cuidar da nossa vida, trabalhar, buscar crescimento e construir um futuro melhor. O problema está quando transformamos essas coisas em nosso único sentido de existência. Quando colocamos toda a nossa esperança naquilo que o tempo pode levar.

A verdade é que nenhum ser humano consegue escapar das duas grandes realidades da existência: a morte e o encontro com Deus.

Podemos adiar muitas decisões nesta vida. Podemos deixar para depois uma conversa, um pedido de perdão, uma mudança de atitude ou uma reconciliação. Mas existe uma pergunta que todos nós teremos que responder um dia: estávamos preparados?

Preparados não apenas no sentido de conhecer uma religião ou repetir palavras de fé, mas preparados no coração.

Como tratamos as pessoas que Deus colocou em nosso caminho? Quantas vezes escolhemos o orgulho quando deveríamos escolher o perdão? Quantas vezes buscamos apenas receber, quando fomos chamados também a servir?

A morte nos lembra que a vida é breve. Ela não deve nos paralisar pelo medo, mas nos despertar para aquilo que realmente importa.

No fim da caminhada, não levaremos nossos bens, nossos cargos, nossas conquistas ou a imagem que construímos diante dos outros. Estaremos diante de Deus com aquilo que somos de verdade.

Por isso, talvez a maior sabedoria seja aprender a viver cada dia como uma preparação. Amar mais. Perdoar mais. Buscar a Deus com sinceridade. Corrigir nossos caminhos enquanto ainda temos tempo.

A maior tragédia não é descobrir que a vida terminou. A maior tragédia seria chegar ao fim dela percebendo que passamos anos cuidando de tudo, menos da nossa própria alma.

O mundo passa. As conquistas passam. A juventude passa. O tempo passa.

Mas a eternidade permanece.

E diante dessa realidade, fica a pergunta que cada pessoa precisa responder no silêncio do próprio coração:

Se hoje fosse o dia do nosso encontro com Deus, estaríamos preparados?

FONTE/CRÉDITOS: Joaby S Coelho